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Formação de pais – setembro

Data: setembro 21, 2016 Autor: admin Categoria: Sem categoria

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A formação de pais de setembro no Navegantes abordou o tema das características da segunda infância e possibilidades educativas. O formato foi bem dinâmico, com os grupos discorrendo sobre 3 perguntas de acordo com suas vivências de pai e mãe.

A primeira pergunta referia-se às características que os pais percebem em seus filhos dessa idade. Os grupos descreveram a grande capacidade de imaginação. e o começo da distinção entre realidade e fantasia, autonomia e iniciativa – muitas vezes gerando “teimosia” e “confronto” com os pais, capacidade de organizar melhor os pensamentos e de planejar suas ações, bem como um foco maior naquilo que estão fazendo, capacidade de entender melhor (e internalizar) regras, copiar exemplos e replicá-los em suas brincadeiras. Entre os desafios, citaram a “enrolação” , o “ouvido seletivo” e os medos que surgem nessa fase.

A segunda proposta referia-se a discutirem os vários estilos educativos e de que forma os pais podem ajudar seus filhos. Os pais apontaram três “estilos”: o moderno – que inclui bastante diálogo sem deixar de lado a “autoridade” que não deve ser confundida com o “autoritarismo”; o antigo: que era mais autoritário e não levava, com frequência, muito em conta as contribuições que a criança poderia dar à família e sua cultura familiar. E aquele estilo de pais que delegam para a escola ou para terceiros a educação de seus filhos, omitindo seu papel insubstituível de protagonistas e primeiros educadores.

Finalmente, a terceira pergunta referia-se a como lidar com os sentimentos das crianças nessa fase. Os pais apontaram que é necessária muita paciência, empatia, observação, legitimação dos sentimentos da criança sem exageros ou diminuições. Mencionaram que a frustração é necessária e que o desafio é não rotulá-las ou reforçar atitudes negativas. A conclusão a que todos chegaram é que lidar com os sentimentos das crianças leva os adultos (pais) a se confrontarem com seus próprios sentimentos e que isso requer, muitas vezes, uma mudança de atitude dos pais que deverão aprender a “domar seus próprios dragões” para poder ajudar seus filhos. Afinal, não existe autorregulação sem uma anterior co-regulação.

Depois de discutirem em grupo, os “secretários” de cada equipe, colocaram para o grande grupo o resultado de suas discussões que foram comparadas e enriquecidas com fundamentações teóricas sobre os temas.

Foi uma oportunidade enriquecedora de crescimento, para todos, e de apoio, também. Afinal, o que ouvia-se a todo o momento era: “puxa, achava que isso acontecia só na minha casa!”